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Seleção Brasileira e o patrocínio da Coca-Cola na camisa em 1987

by Juliano Buzato
Camisa do Brasil Coca-Cola 1987 a
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Você sabia que a Seleção Brasileira já jogou com o patrocínio da Coca-Cola na camisa? Bem, isso já aconteceu apesar de na época já ser proibido que equipes nacionais estampassem marcas, com exceção das fornecedoras, em seus uniformes (Já falamos sobre isto neste artigo).

Antes de nos aprofundarmos no tema desta matéria, vale contextualizar a situação, já que a CBF tinha um grave antecedente de ter burlado a regra da FIFA durante a Copa do Mundo com a aplicação do logo do IBC, o Instituto Brasileiro de Café, em seu escudo. Também já contamos em detalhes este caso neste link.

Pois bem, em dezembro de 1987, o mesmo ano da polêmica Copa União, que tinha como uma de suas patrocinadoras oficiais a Coca-Cola, que estampava sua marca em mais da metade das equipes daquela edição, a Seleção Brasileira disputaria um amistoso contra o Chile, no estádio Parque do Sabiá, na cidade de Uberlândia.


(Aqui vale um parenteses para uma curiosidade. Na ocasião, apenas foram convocados jogadores que atuavam no país e que não jogavam em Flamengo, Internacional, Sport Recife e Guarani, pois estes times estavam jogando o mata-mata da Copa União e do Módulo Amarelo, que decidiria o campeão brasileiro daquele ano. Acho que o resto da história você já sabe, mas se não souber, vale ler esta matéria da Trivela.)

Camisa do Brasil Coca-Cola 1987

Foto: Carlos Fenerich – Reprodução Revista Placar

Quando os jogadores subiram para o gramado, uma grande surpresa tomou conta de quem assistia o jogo, pois a camisa amarela do Brasil trazia um grande retângulo vermelho ao centro, com a logo da Coca-Cola estampado, algo que não era comum, afinal, não é permitido pela FIFA que seleções atuem, nem mesmo em amistosos, com patrocínios na camisa.

Camisa Seleção Brasileira Coca-Cola

Reprodução: Blog Minhas Camisas

A partida contra o Chile terminou em 2-1 para o Brasil e apesar do futebol jogado dentro de campo, um dos assuntos mais comentados teria sido a marca da Coca-Cola na camisa da Seleção, que teria rendido cerca de 40 mil dólares para a CBF, em uma época de vacas magras para a Entidade.

Camisa do Brasil Coca-Cola 1987 Alemanha

Foto: Carlos Fenerich – Reprodução Revista Placar

Três dias depois o Brasil teria outro amistoso, agora no estádio Mané Garrincha, em Brasília, contra a poderosa Alemanha Ocidental, que seria campeã mundial em 1990, na Itália. No entanto, diferentemente do que todos esperavam, no empate em 1-1, a camisa canarinho apareceu limpa, sem nenhuma marca estampada.

Apesar de não haver indícios de multa, há relatos de que a FIFA, que tinha como presidente o brasileiro João Havelange, deu um ultimato e prometeu punir severamente a CBF caso outra ação deste tipo se repetisse. Coincidência ou não, dois anos depois, em 1989, Havelange lançaria a candidatura do seu genro, Ricardo Teixeira, que ficaria na presidência por longos anos, até 2012. Durante seu mandato, a CBF se tornaria uma máquina de fazer dinheiro, apesar de muitas suspeitas de irregularidades, mas sem desrespeitar novamente a regra de patrocínios da FIFA.

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Veja também: 

Coca-cola e o patrocínio nas camisas da Copa União em 1987

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