Em 2003 o craque português esteve muito perto de trocar o Sporting pela Juventus, mas por causa do chileno Marcelo Salas, acabou ficando, participando de um amistoso contra o United, o resto da história você já sabe…

 

Como a Juventus perdeu por muito pouco Cristiano Ronaldo

Por Kris Voakes da Goal.com

Reza a lenda que foram os próprios jogadores de Sir Alex Ferguson no Manchester United que convenceram o treinador a contratar Cristiano Ronaldo. “Você tem que pegá-lo, chefe,” ele disseram ao técnico 13 vezes campeão da Premier League depois que a equipe foi derrotada por 3 a 1 pelo inspirado Sporting de Cristiano na pré-temporada de 2003.

Fergunson, é claro, não era o tipo de homem que se deixava forçar a fazer nada e uma boa parte da diligência já havia sido feita. Ainda assim, foi aquela noite em Lisboa que selou a decisão de Fergie de assinar com o português de 18 anos por 15 milhões de euros.

Seis anos depois, Cristiano era a maior coisa no mundo do futebol. Um recorde de 118 gols em 282 jogos com as cores do Manchester United, incluindo 42 em 49 partidas no ano em que faturou a Bola de Ouro da Fifa, convenceu o Real Madrid a se desfazer de 94 milhões de euros para investir na superestrela e elevá-lo a um nível ainda maior.

Mas voltando a 2003, o que poucos sabem é que Ronaldo quase não jogou aquele amistoso contra o United. Poderia ter sido Marcelo Salas usando a camisa verde a branca, se a Juventus tivesse conseguido o que queria.

Naquela janela, os Bianconeri fizeram uma investida por Cristiano. De fato, o clube italiano chegou a ter o negócio fechado, de acordo com o ex-diretor Luciano Moggi.

Moggi contou ao Sphera Sports: “Tinhamos tudo assinado com o Sporting Lisboa. Acertamos uma troca entre Cristiano e Marcelo Salas, que aceitou o negócio, e depois fomos a Portugal para fechar o acordo, mas ele desistiu e preferiu o River Plate da Argentina.”

A Juve sabia que Salas era sua única esperança de conseguir um negócio devido a falta de fundos nos cofres do clube, mas o chileno estava com a cabeça feita e a América do Sul era o seu destino, deixando Ronaldo em Lisboa.

“Foi aí que o Manchester interveio,” continuou Moggi. “Eles ofereceram milhões e nós não tivemos o dinheiro para competir, então tivemos de cancelar o contrato. Cristiano Ronaldo poderia ter vindo para a Juventus quando tinha 18 anos.”

Pequenos detalhes fazem uma grande diferença no futebol e, caso Sallas não tivesse desistido do negócio há uma década, a Juventus teria conseguido o jogador. Talvez, dez anos depois, pudesse ter sido o Real e não os Bianconeri deixados desmoralizados pelo impacto de Cristiano Ronaldo no duelo entre os dois pelo Grupo B da Champions League há duas semanas no Santiago Bernabéu. E, agora, seria Carlo Ancelotti enlouquecendo sobre como parar o atacante e não Antonio Conte.

Talvez ele já tivesse seguido os passos de Zinedine Zidane e completado a transferência da Juve para o Real Madrid em algum momento, alcançando a ida para os seus queridos Blancos por uma via diferente da que bateu o recorde mundial em 2009. Mas o que é certo que Marcelo Salas mudou a história do futebol em 2003, bloqueando um negócio que certamente teria transformado Cristiano Ronaldo em uma lenda da Juventus.

Muitos seguidores do Manchester United dirão que Ferguson ajudou a transformar Cristiano no que ele é hoje. Outros colocarão sua fé inteiramente no português, afirmando que o atacante sempre teve o talento para chegar neste nível na carreira, independentemente de onde tivesse ido parar.

Em uma era dominada pelos nomes de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, um deles poderia facilmente estar fazendo história agora em preto e branco e não no garboso indumentário branco do Real. Se apenas a Juve tivesse tido 15 milhões de euros quando interessava…

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 Gostou da história? Acha que a história da Juve teria sido diferente com CR7 jogando pelo time?