A Major League Soccer, popularmente conhecida como MLS, tem passado por uma ascensão significativa nos últimos anos.
O principal motivo é o alto investimento dos clubes da liga, que têm atraído cada vez mais estrelas do futebol mundial.
Além de despertar a curiosidade do público estadunidense, a chegada desses craques também reacendeu o interesse dos torcedores latino-americanos que vivem no país em voltar a acompanhar o futebol de perto.
O resultado dessa combinação também impulsiona negócios paralelos.
Hoje em dia, por exemplo, qualquer grande site de apostas, ou melhor, casa de apuestas, como se diz em boa parte dos países da América Latina, possui a MLS em seu portfólio e oferece diversas opções de palpites aos seus usuários.
Grandes estrelas da MLS
Em junho de 2023, o Inter Miami parou o mercado da bola ao anunciar Lionel Messi como o seu novo reforço.
É claro que o argentino, detentor de oito troféus de Bola de Ouro e considerado por muitos o maior jogador da história do futebol, é o grande responsável por atrair tantos olhares ao futebol norte-americano.
No entanto, o camisa 10 divide os holofotes com outros jogadores consagrados mundialmente. Nomes como Son Heung-min, contratação mais cara da história da liga, Robert Lewandowski, que figura entre os dez maiores artilheiros da história do futebol, e Thomas Müller, um dos maiores ídolos da história do Bayern, também abrilhantam o campeonato.
Principais investimentos da MLS
Antes de se tornar atrativa para grandes jogadores, a liga precisou repensar muitos aspectos.
Algo bastante evidente foi a criação dos próprios estádios de futebol, uma vez que muitos times deixaram de adaptar estádios de futebol americano e passaram a ter estruturas pensadas exclusivamente para o futebol em questão, dando um grande salto no que se refere ao profissionalismo do esporte.
Outro ponto de destaque foi o investimento em complexos esportivos altamente modernos.
Enquanto o New York Red Bulls aplicou cerca de 100 milhões de dólares em um novo centro de treinamento em Nova Jersey, com oito campos de tamanho oficial, que inclusive foi uma das bases da Seleção Brasileira na última Copa, o Chicago Fire abriu em 2025 o Endeavor Health Performance Center, com estrutura também estimada em torno de 100 milhões de dólares, e que reúne o time principal, o Fire II e a base.
Os torcedores latino-americanos nos EUA
Em grande parte dos países da América Latina, o futebol faz parte da rotina e está presente em todos os cantos. Quem emigra para os Estados Unidos leva essa paixão na bagagem, e podemos dizer que são muitas delas. Afinal, hoje em dia, mais de 70 milhões de hispânicos e latinos vivem por lá, e é claro que seria apenas questão de tempo até o mercado tirar proveito disso.
Como os clubes conquistam esse público
Em 2023, segundo a própria liga, cerca de 30% do público da MLS era hispânico ou latino. Tendo isso em mente, a liga passou a direcionar boa parte do seu conteúdo para ele. Um ótimo exemplo disso são as transmissões das partidas, que ganharam narradores e comentaristas que têm o espanhol como a primeira língua.
Os clubes também fazem a sua parte. Dentro de campo, mais de 100 jogadores sul-americanos ajudam nesse processo de identificação. Fora dos campos, as atitudes também chamam atenção.
Durante o Mês da Herança Hispânica, é comum que boa parte dos clubes realize diversas ações voltadas a essa comunidade. Mas não para por aí. O Houston Dynamo, que possui mais da metade da sua torcida formada por latino-americanos e hispânicos, por exemplo, investiu em iniciativas para aproximar ainda mais essas comunidades do clube, incluindo a construção de pequenos campos e espaços para a prática informal do futebol.
A mistura de culturas nos estádios
Hoje em dia, a atmosfera criada na MLS tem muitas semelhanças com a que estamos acostumados a ver na América Latina.
Torcedores de pé e cantando durante boa parte do tempo, tambores e bandeiras espalhadas pelas arquibancadas são apenas alguns dos elementos que tornam impossível não fazer essa conexão.
As torcidas organizadas também fazem parte dessa mistura. O Inter Miami, por exemplo, é embalado pela Vice City 1896, que foi cofundada por um torcedor de origem argentina em 2018, antes mesmo da chegada de Lionel Messi ao clube.
Já a 3252, que fica localizada no setor norte do BMO Stadium, carrega a mistura como uma característica. Inclusive, uma de suas lideranças declarou há alguns anos que o setor não é formado somente por latinos, mas por pessoas de diferentes culturas de Los Angeles.
O futuro da liga
Estamos falando de uma liga em crescimento. Apesar dos grandes craques e do alto investimento realizado nos últimos anos, a MLS é vista por muitos como uma liga que ainda tem muito a melhorar.
Portanto, é natural que jogadores que vivem o auge da carreira priorizem outros destinos. Por outro lado, a competição tem dado espaço a uma nova geração de jogadores com potencial para evoluir.
Na temporada atual, mais de 170 jovens de até 22 anos já entraram em campo. Esse acaba sendo um sinal de que a liga também busca construir sua competitividade pensando no futuro.
