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Qual a origem dos patrocinadores em camisas de futebol?

by André Coutinho
Qual a origem dos patrocinadores em camisas
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Se hoje vemos o marketing tomando conta do futebol, com patrocínios de tudo quanto é tipo e marcas ganhando cada vez mais espaço. É muito comum, inclusive, vermos até um certo “exagero” nas camisas de alguns clubes, que acabam trazendo patrocinadores em excesso, ocupando boa parte do manto, com cores diferentes, o que causa uma certa poluição visual.


Além disso, já vimos por aqui alguns casos de marcas “interferindo” no design das camisas, como o Bahia há alguns anos, que precisou fazer uma camisa verde de goleiro para que a Unimed mudasse a cor da marca nas camisas de linha, entre outros casos.

Recentemente, mesmo equipes que tradicionalmente nunca haviam estampado uma marca em suas camisas, como o Barcelona e o Athletic Bilbao, passaram a fechar contratos para o manto. Ligas, como a Premier League, Bundesliga, Serie A e a MLS, que eram extremamente restritivas em relação à quantidade de patrocínios nas camisas de suas equipes, abriram espaços nas mangas para a exposição de marcas.

Origem oficial do patrocínio na camisa de futebol

Qual a origem dos patrocinadores em camisas

Foto: imago/Rust

Mas, qual a origem desta prática no futebol? A verdade é que ela é mais recente do que muita gente imagina, embora as primeiras publicidades tenham sido realizadas bem antes, aparentemente.

A história mais aceita em relação ao primeiro patrocinador oficial a aparecer em uma camisa de futebol é da Jagermeister, que em 1973 apareceu na camisa do Eintracht Braunschweig, da Alemanha, numa época em que as federações proibiam a prática.


Para falar a verdade, foi bem polêmica essa parceria entre o clube e a empresa de bebidas. Na época, o CEO da marca, Gunter Mast, ofereceu 160 mil marcos por cinco temporadas, o que renderia 800 mil para o clube, um valor altíssimo.

Após fechado o acordo, a DFB acabou proibindo o Eintracht de estampar o novo patrocinador na camisa, dizendo que somente era permitido aos clubes estamparem seu escudo. E foi aí que a equipe teve uma ideia a ideia de alterar seu escudo, a cabeça de um leão, para a logo da Jagermeister, que tem um cervo, o que deixou a Federação Alemã sem saber o que fazer. Até mesmo a mudança de nome do clube para “Jagermeister-Braunschweig” foi cotada, porém descartada em seguida. Somente depois de alguns anos foi que a DFB resolveu liberar os patrocinadores nas camisas e assim o Eintracht voltou com seu escudo original.


Três anos depois, uma equipe inglesa, chamada Kettering Town, passou a estampar o nome “Kettering Tyres” em sua camisa, mas sofreu represália da Football Association, que ordenou que a equipe retirasse o patrocinador. Foi então que a equipe resolveu fazer uma jogada de mestre: retirou as letras “yres” e passou a estampar apenas “Kettering T” no peito, justificando que o T era a inicial de “Town”. A Associação não engoliu e resolveu multar o clube até que ele retirasse a marca.


Foi somente em 1977, um ano depois disso, que a FA resolveu liberar os patrocinadores nas camisas. O Liverpool acabou sendo a primeira equipe profissional inglesa a estampar uma marca em sua camisa, a Hitachi, que pagou 50 mil libras na época para aparecer na camisa vermelha.

América do Sul: berço da publicidade em camisas

Antes de tudo isso, porém, já haviam ocorrido casos de publicidade “não-oficiais” em camisas na América do Sul. Um deles teria sido realizado pelo Peñarol, que teria estampado uma marca em sua camisa nos anos 50, porém, não há registros do feito.

Bangu AC e a Fábrica Bangu pioneirismo no patrocínio de camisas de futebol

Anos antes, porém, o Bangu-RJ já havia realizado uma tática ousada. Em 1948, o clube carioca aproveitou uma excursão pela Europa e inovou, aplicando a logomarca da Fábrica Bangu no lugar do seu escudo, burlando assim uma proibição da FIFA, que nada pode fazer, já que o clube e a fábrica possuíam o mesmo nome. Além disso, com essa camisa, o Bangu se tornou o primeiro time na história a ter um terceiro uniforme de jogo.

Bangu Shopping

A antiga Fábrica Bangu não existe mais, hoje o espaço abriga o Bangu Shopping, mas a caixa d’água com o logo da fábrica permanece no local

Estes dois casos, no entanto, não são considerados (principalmente pelos europeus) as origens de patrocinadores em camisas de futebol, já que foram feitas de maneira extra-oficial, no entanto, não dá pra discordar que o berço desta iniciativa foi por aqui, não é mesmo?

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