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México na França ’98: o bom, o mau e o feio

by Juliano Buzato
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Ao longo da história das Copas do Mundo, muitas camisetas atraíram a atenção por seus desenhos e quão bonitas, feias ou simplesmente diferentes podem ser. No caso das camisas utilizadas pela seleção mexicana durante a Copa do Mundo França 98, a camisa titular, a terceira camisa e o kit do goleiro, chamaram a atenção por essas três razões.

Crédito: Pixabay.com

México na França ’98: Uma das camisas mais bonitas e também uma das mais feias da Copa

Ao longo dos anos, a Adidas foi a marca que vestiu a equipe nacional mexicana em mais ocasiões, mas para a Copa do Mundo de 1998, uma marca mexicana chamada ABA Sport foi encarregada de fazer uniformes para El Tri. A ideia que eles tinham era simples, criar uma camisa que representasse a cultura e as tradições do México, e como além dos mariachis, sombreiros e tequila, a cultura asteca é a primeira referência clara sobre o país, a ABA Sports decidiu colocar à frente da camisa a parte central da Pedra do Sol, um monolito de basalto, que foi esculpido pelos astecas e usado como um calendário por eles durante os anos de esplendor máximo de sua antiga civilização. Para a camisa titular a Pedra do Sol foi impressa diretamente em um tom mais escuro de verde, e para muitos mexicanos este é considerado um dos mais belos e icônicos desenhos que já usou sua seleção, porque fornece um sentimento de identidade nacional entre os fãs. A camisa reserva da equipe mexicana era branca e tinha a mesma impressão da Pedra do Sol em cinza, tornando-se um desenho bem agradável, mas é a terceira camisa da equipe nacional, foi a que chamou a atenção da imprensa internacional. Até mesmo a mídia espanhola chegou a chamá-la de camisa mais feia da Copa de 1998. Isso devido a base da camisa ser verde, como no caso da camisa titular, mas o desenho da Pedra do Sol estava em vermelho, tornando-se de fato impressionante, mas a combinação de cores acabou por ser completamente ruim. Tradicionalmente, as cores da bandeira mexicana (verde, branca e vermelha), são as que vestem os jogadores da seleção nacional durante as partidas de futebol, sendo a camisa verde a grande referência para as partidas disputadas como locais, e esse esquema é mantido até hoje, porque para a Copa da Rússia, onde no dia 10 de junho, segundo a Betway, os mexicanos têm apenas 1% de chance de vencer o torneio, mas o esquema de camisa verde, calções brancos e meias vermelhas se mantém ativo no uniforme desenvolvido pela Adidas para a competição atual. Com base neste esquema, o México chegou à Copa do Mundo da França ’98, tendo entre suas fileiras a jogadores considerados lendas pelos fãs mexicanos, incluindo aos atacantes Luis Hernández e Cuauhtémoc Blanco, além do goleiro Jorge Campos.

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Jorge Campos: O goleiro mais famoso do México

Dentro da mesma Copa do Mundo na França, um dos jogadores que mais chamou a atenção do mundo foi o goleiro mexicano, e não exatamente por sua atuação — que certamente foi muito boa, mas pelo estilo muito particular de seus uniformes. Jorge Campos ganhou por seu próprio mérito seu lugar na história do futebol, pois, apesar de medir apenas 1,70 m de altura, ele tinha grande força nas pernas, permitindo-lhe reagir rapidamente a qualquer ataque ao gol, e compensando sua estatura com a agilidade e poder de seu salto. Além disso, o goleiro mexicano também foi um atacante rápido e letal, que conseguiu se posicionar na lista da Federação Internacional de História do Futebol e Estatística (IFFHS), como o quarto goleiro com mais gols marcados, tendo 40 gols em seu nome, colocando-se ao nível dos históricos como Rogério Ceni, do Brasil, com 93 gols, José Luis Chilavert, do Paraguai, com 62 gols, e René Higuita, da Colômbia, com 41 gols. Apesar de seu sucesso como goleiro e atacante, o mexicano Jorge Campos tornou-se mundialmente famoso porque ele gostava de usar uniformes de grandes dimensões para o seu tamanho e em combinações de cores marcantes, como roxo, rosa e amarelo fosforescente, que ele combinava em padrões de linhas quebradas, ou figuras geométricas mistas. A mídia internacional se refere aos uniformes do goleiro mexicano como os mais feios da história das Copas do Mundo.

Crédito: Pixabay.com

Durante a Copa do Mundo da França em 1998, o México avançou para o quarto jogo, conseguindo neutralizar a Coréia do Sul, Bélgica e Holanda na fase de grupos, mas perdendo para um poderoso time alemão por 2 x 1. Para a Copa do Mundo de 2018 da Rússia, todos os mexicanos esperam que sua equipe alcance melhores resultados do que os obtidos na França em 1998.

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