Camisa da Suécia Copa do Mundo 1990 Adidas
Crédito: Bildbyrån – 13252

Adidas lançou camisas para suas seleções para a Copa do Mundo, com inspiração em modelos utilizados no passado. Entre elas, está o modelo lançado para a Suécia, que irá para sua nona Copa do Mundo.

O manto para 2018 é inspirado naquele utilizado pelos suecos na Copa do Mundo de 1990, uma camisa que ficou marcada na história da seleção, mas não tão positivamente assim…

Suécia na Copa do Mundo 1990

A Copa do Mundo de 1990, como já falamos por aqui nos especiais de Alemanha e Colômbia, reuniu 24 seleções, divididas em seis grupos de quatro, no qual se classificavam as duas primeiras de cada um, mais as as quatro melhores terceiras colocadas.

Mas, diferentemente da seleções citadas, a Suécia chegava como zebra, 12 anos após disputar sua última Copa, com um elenco promissor, mas inexperiente, que só iria brilhar mais para frente, na Eurocopa 1992 e Copa do Mundo de 1994. Entre os principais destaques daquele time estavam o goleiro Thomas Ravelli, o capitão Glenn Hysén, o craque Klas Ingesson e a jovem estrela Tomas Brolin.

Os suecos caíram no Grupo C, com Brasil, Costa Rica e Escócia, grupo considerado difícil mas com chances de classificação. Porém, o que se viu foi uma atuação pífia da seleção, que acabou em último.

Na primeira partida, contra os brasileiros, os suecos ficaram com um placar de 2×0 contra, dois gols de Careca, e até correram atrás, mas acabaram apenas diminuindo com Brolin, aos 34 do segundo tempo.

A vitória no segundo jogo, contra a Escócia, acabou se tornando obrigatória, mas o que se viu foi mais uma derrota e a eliminação vergonhosa da seleção. Mais uma vez os suecos ficaram dois gols atrás do placar, após McCall e Johnston marcarem, e novamente diminuiu, desta vez aos 41 minutos, com Strömberg.

Já eliminada, a Suécia enfrentaria a Costa Rica na última partida buscando pelo menos uma vitória de consolação, que acabou não vindo. Ekström até deu esperanças aos suecos ao abrir o placar com 32 minutos, mas Flores e Medford viraram o placar para a Costa Rica e finalizaram a péssima campanha sueca.

A camisa da Súecia 1990

O manto da Suécia para aquela Copa tinha a tradicional cor amarela como predominante e trazia diversas faixas diagonais formadas por paralelogramos em um tom mais escuro da cor espalhados pelo corpo.

O azul aparecia nas três listras da marca, dispostas nas mangas, e também na gola, que possuía formato V com sobreposição, esta com contorno amarelo.

A Adidas estampava uma versão azul de sua logomarca no lado direito do peito, enquanto o escudo da Federação Sueca era colocado no lado esquerdo, em sua versão padrão para a época.

Completavam o uniforme, calção azul e meiões amarelos.

A camisa da Suécia 2018

O manto para a Copa do Mundo 2018 traz uma visível inspiração no modelo de 27 anos atrás, mas com algumas diferenças. A cor amarela é bem mais fraca se comparado com o modelo de 1990, assim como as três listras da marca alemã estão agora dispostas nas laterais do corpo, embora continuem azuis. A gola também mudou de formato, passando a ser V com um corte horizontal.

O que permanece o mesmo é o grafismo presente no corpo, embora este esteja menos visível.

A Adidas estampa uma versão azul de sua logomarca no lado direito do peito, enquanto o escudo da Federação Sueca é colocado no lado esquerdo, em sua versão padrão.

Completam o uniforme, calção azul e meiões amarelos.

O craque: Klas Ingesson

O camisa 10 na campanha da Suécia em 1990 era na época o principal nome da seleção que disputou a Copa do Mundo. O jogador havia acabado de completar sua quarta temporada pela equipe do Göteborg, clube pelo qual se profissionalizou, e já tinha conquistado a Copa da UEFA em 1987, dois campeonatos suecos, além de um vice-campeonato, marcando nove gols em 53 jogos.

Depois da Copa, se transferiu para o Mechelen, da Bélgica, equipe pela qual teve seu auge. Foram 99 jogos e 28 gols entre 1990 e 1993, mas nenhum título conquistado. Nesse período, levou a Suécia ao 3º lugar na Eurocopa de 1992, junto de Jonas Thern, Tomas Brolin e Martin Dahlin.

Com o bom resultado pela seleção, uma temporada depois acabou no PSV Eindhoven, onde ficou apenas uma temporada, disputando 12 partidas e marcando um gol. Disputou a Copa do Mundo de 1994 com a Suécia e novamente ajudou os suecos a terminarem em 3º lugar, após dois grandes embates com nossa seleção e um acachapante 4×0 na Bulgária na última partida.

Ingesson disputou duas temporadas da Premier League, em 1994-1995 e 1995-1996, atuando pelo Sheffield Wednesday, equipe pela qual marcou dois gols em 17 partidas.

Então Ingesson se transferiu para a Itália, para atuar no Bari, e lá voltou ao bom futebol apresentado na Holanda e na Bélgica. Foram 94 jogos e 11 gols pela equipe do interior italiano entre 1996 e 1998. De lá, foi para o Bologna, onde disputou 64 partidas e marcou quatro gols, ajudando a equipe a conquistar a Copa Intertoto em 1998.

Ingesson ainda teve passagens por Olympique de Marseille e Lecce, equipe na qual se aposentou em 2001.

Pela Seleção Sueca, Klas Ingesson disputou 57 partidas e marcou 13 gols no total.

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Lembrava da campanha da Suécia em 1990? Acha que vale a inspiração para a Copa de 2018?