Jogadores com números diferentes na camisa

Recentemente o Swansea City anunciou seu novo camisa 2, contratado no último dia da janela de transferências europeia: o atacante Wilfried Bony.

Pera aí, um atacante com a camisa 2?

Pois é, o marfinense irá utilizar o número durante a temporada 2017-2018, porque, segundo ele, é a segunda vez em que ele atua no clube. O curioso é que o número 9, costumeiramente utilizada por centroavantes, estava disponível.

Apesar de atualmente ser comum vermos jogadores com a numeração alta, 77, 87, 99, entre outros, geralmente quando um jogador utiliza uma numeração baixa, ela segue a sua posição de origem: 1 para goleiros, 2, 3, 4 e 6 para zagueiros ou laterais, 5 e 8 para meio-campistas, 7 e 11 para meias ou atacantes, 9 para o centroavante e a 10 geralmente é reservada para o meia criativo, ou para o craque do time.

Porém, algumas vezes vemos jogadores com camisas com numeração bem diferentes e acabam acontecendo algumas “bizarrices” como a do marfinense do time galês. Baseado nesse caso, resolvemos relembrar algumas histórias para vocês.

O primeiro centroavante camisa 2 marfinense

Talvez uma grande coincidência, já houve na Premier League um centroavante marfinense utilizando a camisa 2: Arouna Koné. O jogador utilizou a camisa durante a temporada 2012-2013, quando atuou pela equipe do Wigan Athletic.

O jogador acabou utilizando a numeração novamente na Seleção Marfinense na disputa da Copa das Nações Africanas em 2013. Uma temporada depois, ao se transferir para o Everton, passou a utilizar o número 9.

Outro atacante a utilizar a camisa 2 foi o estadunidense Clint Dempsey quando atuou no Tottenham Hotspur entre 2011 e 2013. Curiosamente, ele ainda joga com este número na equipe do Seattle Sounders, da MLS, da qual é o maior ídolo.

Zagueiros com a camisa 11

Quando se fala em zagueiro com a camisa 11, temos certeza que o primeiro nome que vem a mente dos leitores é o de Siniša Mihajlović, lenda da antiga Seleção Iugoslava e de times como Sampdoria, Lazio e Inter de Milão.

O jogador utilizou a numeração especial na Copa do Mundo de 1998 e na Eurocopa de 1992 pela Iugoslávia, além de conquistar a Serie A italiana pela Lazio, em 2000, e pela Inter, em 2006. Utilizou a 11 também na Sampdoria.

O mais recente caso é o de Aleksandar Kolarov. Quando chegou ao Manchester City, em 2010, o jogador utilizava o número 13, e permaneceu assim por quatro temporadas, até mudar seu número para 11.

Na época, o jogador atuava exclusivamente como lateral esquerdo, mas com a chegada de Pep Guardiola ao clube, em 2016, se tornou zagueiro. Nesta temporada o jogador mudou de equipe e de número: foi para a Roma e voltou a utilizar a camisa 13.

O craque era o zagueiro?

Normalmente, quando falam de camisa 10, pensamos logo no craque do time, aquele meio campista que resolve o jogo, aquele que domina as ações da partida, o atacante matador, ou então no maior deles: Pelé. Porém, já tivemos defensores utilizando o número místico, inclusive em gramados brasileiros.

O zagueiro francês William Gallas, que fez história no futebol inglês, atuou no Arsenal com a camisa 10. Na época, o número causou polêmica e muita gente se perguntou o porquê da escolha. Segundo dizem, o técnico Arsène Wenger deu a camisa 10 e a braçadeira de capitão para o zagueirão pois ele era um dos mais experientes da equipe, enquanto o resto dos jogadores era muito jovem, tendo a maioria sido criada nas categorias de base do time. Com a saída do zagueiro, a 10 foi parar nas costas de Robin Van Persie.

Aqui no Brasil também ocorreram casos parecidos. O primeiro foi em 2012, na Libertadores da América, quando o então camisa 10 do Corinthians, Adriano Imperador, teve seu contrato rescindido, e em seu lugar foi inscrito o até então menino Marquinhos, zagueiro das categorias de base da equipe. A numeração na competição é fixa e não pode ser alterada, o que levou o jogador a utilizar a 10 até o final, quando o Timão conquistou o título. Outro caso foi na Copa Sul-Americana de 2010, quando o jovem lateral esquerdo do Palmeiras Gabriel Silva também foi inscrito com a 10.

Jogadores de linha com a 1

Normalmente utilizada por goleiros, a camisa número 1 já foi, por muitas vezes, vestida por jogadores de linha, inclusive em Copas do Mundo.

Talvez o caso mais famoso seja o de Osvaldo Ardiles, volante argentino, que disputou a Copa do Mundo de 1982 com a camisa 1. Isso porque a numeração era feita não por posições, mas sim por ordem alfabética. Ou seja, praticamente todo o elenco argentino é um caso de numerações bizarras. O jogador já havia vestido o número 2 em 1978, quando a seleção conquistou seu primeiro título, enquanto o camisa 10 do River Plate na época, Norberto Alonso, vestiu a número 1. O único jogador que fugiu à regra foi Maradona, que utilizou a camisa 10. Outro caso em copas foi o do holandês Ruud Geels na Copa de 1974.

Isso já ocorreu aqui no Brasil. Em 2010, quando foi contratado pelo Atlético Mineiro, Diego Souza utilizou a camisa 1 durante algumas partidas no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana, por ter sido a principal contratação da equipe para aquela temporada. Pouco tempo depois ele migrou para a camisa 11.

Edgar Davids também já utilizou a camisa 1 em sua carreira. Foi na temporada 2013-2014, a última de sua carreira, quando atuou pelo Barnet, equipe que disputava a quarta divisão inglesa na época. Além de jogador, o craque era também treinador da equipe e por isso utilizava o número diferente.

Alguns anos antes na Inglaterra, outro jogador já havia utilizado o número 1. Trata-se do zagueiro escocês Stuart Balmer, que foi o camisa 1 do Charlton Athletic no início dos anos 90, quando a equipe resolveu numerar seus jogadores de acordo com a ordem alfabética.

AFP PHOTO/PAUL ELLIS

Outro caso bem famoso é o do meio-campista Pantelis Kafes, que utilizou o número 1 durante quase toda sua carreira, tendo se destacado mais pelas equipes do Olympiakos, onde atuou de 2003 a 2006 e AEK Atenas, onde jogou de 2006 a 2012.

O volante holandês Jonathan De Guzmán atuou por empréstimo na última temporada pelo Chievo Verona e também utilizou a numeração diferente.

E por fim, o talentoso meio campista montenegrino Simon Vukčević, quando explodiu na equipe do Partizan Belgrado, em 2003, utilizou o número em sua camisa por ser considerado pela torcida o “número 1 da equipe”, o melhor jogador. Hoje o jogador atua pelo Desportivo Chaves, de Portugal, curiosamente com a camisa 3.

Goleiros com números de linha

Agora o oposto dos anteriores. Alguns goleiros utilizaram números referentes a jogadores de linha em algumas edições da Copa do Mundo.

O primeiro e mais famoso caso é o do nosso Gylmar dos Santos Neves em 1958, quando utilizou a camisa 3 ao invés da tradicional 1, por causa de um funcionário do comitê de organização, que não tinha muita noção de numeração. Já falamos mais a fundo desse episódio aqui no MDF.

O goleiro da Seleção Holandesa nas Copas do Mundo de 1974 e 1978, Jan Jongbloed, atuou com a camisa número 8. Não se fala muito dos motivos que levaram o goleirão a utilizar a numeração diferente, mas dizem que foi única e exclusivamente por escolha dele. Curioso, não?

Considerado o maior goleiro argentino de todos os tempos, Ubaldo Fillol, ídolo de equipes como Flamengo e River Plate, bateu o recorde de números diferentes para um goleiro. Na primeira ocasião, na Copa do Mundo de 1978, como explicado acima, a Seleção Argentina utilizou a numeração de acordo com a ordem alfabética dos jogadores. Fillol acabou sendo campeão do mundo com a 5.

imago/WEREK

Na Copa de 1982, na Espanha, a regra da numeração continuou, e Fillol acabou ficando com a camisa 7. Somente Maradona teve a chance de escolher sua camisa e utilizou a 10.

O goleirão mexicano Guillermo Ochoa foi contratado pelo Standard de Liège para esta temporada e decidiu utilizar a camisa número 8. O motivo? O próprio sobrenome, que faz um trocadilho com o número em espanhol “ocho”.

Atacantes com a 5

Outro caso que já se repetiu foi o de atacantes utilizando a camisa 5. Neste caso encontramos dois jogadores que se tornaram ídolos em suas equipes quando atuaram com este número diferente.

Diego Forlán chegou ao Villarreal em 2004, oriundo do Manchester United, trazendo consigo grande expectativa nas costas, e não decepcionou. Foram 128 jogos e 59 gols, todos com a camisa 5 amarela. Fez parte da equipe que chegou às semifinais da Champions League em 2005-2006.

Milan Baros é outro caso de atacante que fez sucesso com a camisa 5. Quando atuou no Liverpool, entre os anos de 2002 e 2005, o tcheco foi titular durante um bom tempo, começando entre os 11 na final da Champions League, naquela partida histórica.

O zero a esquerda

Action Images / MSI

Brincadeiras a parte, tivemos no futebol um jogador a atuar com a camisa número 0. O atacante marroquino Hicham Zerouali, quando atuou pelo Aberdeen da Escócia, decidiu utilizar essa numeração para fazer trocadilho com seu sobrenome. Logo, a Scottish Premiership proibiu o uso do número. Foi o primeiro e único jogador a utilizá-lo até hoje.

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Sabemos que tem muitos outros casos de jogadores com numerações “bizarras”, mas agora é sua vez, qual outros exemplos mereciam ter sido colocados na matéria? Conta pra nós!